O julgamento do caso que envolve o desaparecimento do Adolescente Davi Silva, ocorrido em Maceió, será realizado no próximo dia 13 de outubro, às 7h30, no Fórum do Barro Duro, e será aberto ao público.
O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de Alagoas (CEDECA) convoca a sociedade civil, movimentos sociais e a imprensa a acompanharem o momento decisivo de um processo que simboliza a luta contra a impunidade e em defesa dos direitos humanos.
O desaparecimento de Davi completou uma década sem respostas definitivas. O caso mobilizou familiares, entidades e órgãos públicos desde 2014, quando o jovem foi visto pela última vez em Maceió. Para o CEDECA, acompanhar o julgamento é uma forma de reafirmar o compromisso coletivo com a verdade, a justiça e o direito à memória.
“Este julgamento não representa apenas a busca por justiça para um jovem, mas também para todas as famílias que vivem a dor do desaparecimento e da negligência do Estado. A presença da sociedade é fundamental para garantir transparência e respeito aos direitos humanos”, destaca o CEDECA, em nota.
Convocação pública
O CEDECA reforça o convite à população para comparecer ao fórum no dia 13 de outubro. A presença de cidadãos, coletivos, organizações e veículos de comunicação é vista como essencial para garantir que o processo ocorra com transparência, dignidade e vigilância social.
A instituição também ressalta que a cobertura da imprensa tem papel decisivo na garantia de visibilidade e no combate ao esquecimento — um dos principais desafios enfrentados em casos de desaparecimentos e violações de direitos de crianças e adolescentes.
Por que acompanhar o julgamento é importante
- Garantir transparência no processo judicial;
- Demonstrar solidariedade à família de Davi;
- Reafirmar o compromisso da sociedade com a justiça e a vida;
- Cobrar respostas e medidas efetivas do Estado;
- Fortalecer a cultura de proteção à infância e à juventude.
Um chamado à memória e à justiça
Para o CEDECA, o julgamento do caso Davi simboliza um marco na luta por justiça em Alagoas. A entidade lembra que o desaparecimento de uma criança ou adolescente não pode ser tratado como um dado estatístico, mas como uma ferida coletiva que exige resposta.
“Por Davi, por todos nós, é preciso lembrar, acompanhar e cobrar. O silêncio não pode vencer”, reforça o texto da convocação do CEDECA.